
Parece até título de um romance. Poderia ser o nome de uma canção ou de um filme? Desde a frase: "A crise não é minha, é do Senado",
semana sim, outra também, segredos são descobertos na casa cujo valor do orçamento extrapola os 2,7 bilhões de reais ao ano. Como numa novela, desenrolam-se cenas alusivas a atos secretos, a conta secreta no exterior e a pedidos nepóticos secretos de neta, filhos e demais parentes. Em
vinte anos de democracia, pensávamos que os segredos existiam apenas no período militar. No entanto, eles despertaram como um enxame de
marimbondos de fogo, esquentando o cenário político brasileiro. Alguns podem até pensar que seja
uma onda liberal na hora da verdade, mas parece mentira que um copeiro do senado ganhe 10.000 reais para servir água e cafezinho. Não que eles não mereçam! Os senadores, certamente seguem a risca o inciso IV do artigo sétimo da Constituição Federal, quando se trata do salários dos funcionários da casa - "salário (...) capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos(...)". Tirando o fato de que alguns funcionários da referida casa já possuem auxílio-moradia, reembolso vitalício e ilimitado das despesas de saúde, verbas em sua base eleitoral (combustível, aluguel, comida e etc) e até recentemente as quatro passagens aéreas mensais entre Brasília e sua base eleitoral. Não sou
o Dono do mar mais sei o quanto vale um segredo. Agora entre canção, filme ou novela, certamente são
Crônicas de um Brasil contemporâneo.
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